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CULTURA

Projeto do Campus Glória usa arte para aproximar IFS da comunidade

Criado: Segunda, 28 de Setembro de 2020, 12h10 | Publicado: Segunda, 28 de Setembro de 2020, 12h10 | Última atualização em Segunda, 28 de Setembro de 2020, 15h56

Programação do Sextas Culturais ultrapassou muros da instituição e contou com participação de artistas de expressão nacional

 Por Alice Santos

Sextas culturais 2“(...) A poesia, beleza, romance, amor... são as coisas pelas quais valem a pena viver”. É com a frase do clássico filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), que Anielly Silva, aluna do Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Nossa Senhora da Glória, gosta de sintetizar sua relação com a arte. Anielly cursa o segundo ano do Curso Técnico Integrado em Agropecuária e foi mediadora de uma das lives realizadas pelo Projeto Sextas Culturais, que desde abril promove toda sexta-feira bate-papo e apresentações artísticas para a comunidade. 

Idealizada no Campus Glória pelo pedagogo Horácio Leite, em parceria com as servidoras Andrêzza Castro, responsável pela Assessoria de Comunicação e Eventos (Ascom), e Raphaela Lima, assistente de aluno, as Sextas Culturais tem como principal motivação contribuir para a saúde mental da comunidade interna e externa da instituição em tempos de pandemia, despertando o interesse pela arte e cultura como forma de transmissão de conhecimento, alegria e esperança. Incialmente desenvolvido para dar visibilidade aos alunos e/ou servidores do campus, o projeto foi tomando proporções maiores: recebeu artistas vinculados a vários campi do IFS, e até mesmo de expressão estadual e nacional como Amorosa, Sergival e Erivaldo de Carira.

print reuniaoO projeto, que começou a acontecer no perfil do Instagram, desde o dia 21 agosto migrou para o canal do YouTube. Horácio Leite destaca a importância da arte e da cultura no processo de ensino-aprendizagem e para ele o envolvimento dos alunos nos eventos demonstra o sucesso da inciativa. “A dedicação dos alunos nas apresentações e mediações foi excepcional e motivadora. O feedback de quem assistiu e participou das lives, leva-me a concluir que tudo valeu a pena. Quando vejo servidores, alunos, terceirizados e a comunidade envolvidos no projeto, sinto uma alegria interior e a satisfação do dever de educador cumprido”, comenta.

Sextas culturais 1Cleidianne Moraes é atualmente funcionária terceirizada no Campus Glória e aluna egressa do curso Técnico Integrado em Agroecologia. Ela comenta que não é cantora, mas que ama cantar e foi esse o talento que apresentou na live do Sextas Culturais que aconteceu em 29 de maio. Para ela o projeto é engrandecedor não só pela sua potencialidade em aproximar as pessoas, mas também pela possibilidade de ampliar a visão de mundo dos participantes por meio da cultura. “Para mim foi muito bacana, apesar de eu estar um pouco nervosa, eu gostei bastante. Foi muito significativo porque foi uma forma de me aproximar um pouco mais, de matar a saudade, mesmo que distante daqueles que fazem parte não somente do Campus de Glória, mas de todas as pessoas que se fizeram presentes no evento”, ressalta.  

Sextas culturais 2O envolvimento dos alunos com os projetos culturais pode ser percebido pelas falas de Anielly, apresentada no início desta matéria. A live mediada por ela aconteceu em agosto, mês em que o Projeto Sextas Culturais se dedicou em homenagear os estudantes. Ela recebeu o coletivo de literatura (RE)Existir, formado por alunos do Campus Estância. Anielly conta que apesar do nervosismo, teve todo o apoio necessário da equipe organizadora e aprova a experiência de ter conhecido o trabalho desenvolvido pelos colegas de instituição. “Com certeza precisei passar por essa experiência para perceber outros olhares, acabei me envolvendo demais com o coletivo e pesquisando mais sobre os assuntos que eles tratam. Posso dizer com toda certeza que me apeguei mais a arte depois daquela sexta”, explica.

Anielly encerra falando sobre a importância que a educação oferecida pelo IFS, permeada pela pluralidade, tem para a sua formação. “Quando cheguei no IFS, percebi a diferença entre como os meus antigos professores e os atuais ensinavam. Percebi que, de evento em evento, o campus tentava sempre se aproximar dos alunos usando a arte, trazendo convidados de diferentes culturas, expondo o mundo. E isso me ajudou muito, me fez quem eu sou. Me ensinou a questionar, a abrir meus olhos, a admirar, a viver”, finaliza.

            Atualmente o projeto está suspenso em razão da lei eleitoral, mas há a possibilidade de retorno após o fim das eleições.  

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