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A PRÉVIA

Tecnologia a todo vapor: IFS insere alunos em projetos de inovação

Escrito por GERALDO BULHOES BITTENCOURT FILHO | Criado: Segunda, 11 de Setembro de 2017, 08h55 | Publicado: Segunda, 11 de Setembro de 2017, 08h55 | Última atualização em Segunda, 11 de Setembro de 2017, 17h20

Projetos de inovação tecnológica mostram que estamos no caminho certo rumo ao avanço educacional e formação técnica dos estudantes

thiago.souza3A cada época surge um grupo de inovações que impulsiona a indústria e marca o ritmo de toda sociedade. Em 1765, a máquina a vapor permitiu mais eficiência à produção e deu as bases para que, mais tarde, eclodisse a Revolução Industrial. No início do século XX, os transistores tornaram possível a construção de equipamentos cada vez menores e fizeram nascer os computadores. A construção dos satélites, na década de 50, permitiu que hoje tenhamos comunicação instantânea. A internet, por sua vez, é a soma de inúmeras outras invenções e é capaz de interconectar o mundo. O que todas essas tecnologias têm em comum é o fato de terem surgido a partir de pesquisas que buscaram soluções para demandas da vida. No mês de julho, o Instituto Federal de Sergipe (IFS) também deu a sua contribuição: realizou dois eventos que expuseram à sociedade sua vocação para ciência aplicada. Além disso, viu uma aluna emplacar uma produção no maior evento de inovação do mundo.

thiago.souza2O momento no qual os alunos do IFS expõem para a comunidade as suas produções tecnológicas revela o incentivo dado pelos professores à inovação e a inclinação prática que as aulas possuem tanto em sala quanto em laboratórios. Para a Feira de Ciências do Campus Estância, por exemplo, estudantes das disciplinas de biologia e geografia foram a campo conhecer mais sobre a fauna do manguezal – no local, fizeram coleta de mariscos e plantas aquáticas para depois apresentarem no evento científico. De acordo com Sônia Albuquerque, diretora geral, os alunos mostram nas exposições a sua capacidade intelectual, dedicação e compromisso com a educação. “O evento superou as expectativas e rendeu excelentes frutos".

Muita gente que visitou a Feira de Ciências ficou encantada com os projetos que foram expostos. Entre os experimentos e apresentações realizadas pelos alunos estavam protótipos e aplicações, como os geradores eólicos para acender ventilador e leads,sistema de automação residencial e um robô inteligente que atira bolas e derruba objetos.Para completar, houve demonstração de funcionamento de uma estação de tratamento de água, do processo de fermentação de cana para a produção de álcool até um sistema de aquaponia, que é o cultivo que une piscicultura e a hidroponia, técnica que não faz uso de solo e mantém as raízes das plantas submersas na água.

Robôs

Nara StrappaEnquanto a Feira de Ciências do Campus Estância mostrou a força do IFS no desenvolvimento dos seus próprios produtos ligados à ciência aplicada, a realização da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no Campus Aracaju deixou claro o reconhecimento em nível nacional da instituição como incentivadora da pesquisa e da qualidade do seu curso de eletrônica. Pelo terceiro ano consecutivo no IFS, a seletiva sergipana da competição de robôs, nesta edição, apresentou um aumento expressivo do número de equipes – de 7 grupos inscritos de escolas públicas e particulares em 2015 saltou para 49, um aumento de 600%.

A etapa estadual da OBR possui duas fases com níveis distintos – a primeira é voltada para os alunos do ensino fundamental, enquanto a segunda é dirigida aos estudantes do ensino médio. O desafio é manter um robô, construído pelas equipes de estudantes, em uma linha, cujo trajetopossui retas e curvase é definido pela coordenação do evento. Iago Barbosa, discente do IFS, avalia como muito proveitoso o envolvimento em competições científicas como a OBR. “O aluno precisa aprender muito conteúdo para poder executar todas as tarefas. Por trás da linha que o robô tem de percorrer tem muitos algoritmos e muitas soluções mecânicas que é preciso dominar”, aponta. Das 13 equipes do ranking divulgado no fim da olimpíada, 5 delas eram do IFS – a mais bem colocada ocupou o 3º lugar.

Festa no campus

O ambiente do evento de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital Campus Party é digno do nome – em um espaço gigantecom muito aparato eletrônico, centenas de geeks, ou seja, jovens que são famintos por tecnologia e jogos, reúnem-se para apresentar e falar do que mais gostam. A próxima edição será realizada em Salvador, mas o evento tem proporções mundiais - surgiu na Espanha e se estendeu para países como Brasil, Colômbia, México, Argentina, Chile e Estados Unidos. A apresentação extensa sobre a Campus Party tem um propósito: mostrar o nível da conquista de Brunna Suellen Martins Barreto, do Campus Lagarto, que vai apresentar no evento a pesquisa da qual fez parte sobre o aproveitamento sustentável da água expelida pelos aparelhos de ar condicionado.

credito divulgacao campus partyA pesquisa que Brunna Suellen se envolveu tem apelo ecológico e busca trabalhar de forma prática conteúdos vistos nas disciplinas do curso de rede de computadores. “O projeto foi dividido em etapas. Desenvolvemos duas plantas, uma em 2D e outra em 3D, para definirmos a execução do sistema. Depois disso, selecionamos os sensores adequados e fizemos a simulação em maquete”, conta a aluna. Almerindo Rehem, orientador, aponta a conexão entre o estímulo à pesquisa aplicada e a empregabilidade. “Imaginem que colocamos no mercado os alunos A e B. O A é autodidata, tem a pesquisa no seu DNA e é treinado para identificar problemas e pesquisar como resolvê-los. O B está acostumado a responder exercícios em casa e trazê-los de volta. Quem o empresário contrataria? É claro que o A”.
    
O expressivo envolvimento de alunos em projetos de pesquisa aplicada é refletido nos números: atualmente, o IFS possui 1.092 bolsas de pesquisa nas mais diversas áreas do conhecimento. Outro ponto que contribui para a qualidade dos protótipos apresentados nas exposições científicas é a titulação do corpo docente. Dos 494 professores da instituição, 381 possuem título de mestre ou de doutor – muitos deles, inclusive, conciliam no currículo titulação acadêmica com vasta experiência no mercado. A combinação é produtiva e faz não restar dúvidas: a boa formação teórica com o estímulo da visão aplicada é um dos diferenciais do IFS e leva, ano a ano, os seus estudantes a se destacaram Brasil a fora quando o assunto é inovação tecnológica.

Matéria originalmente publicada na edição de agosto do jornal A PRÉVIA

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