Campus Poço Redondo celebra aniversário com lançamento da pedra fundamental para construção de restaurante estudantil
Enquanto ainda não é uma realidade, comunidade é presenteada com marmitas elétricas
O Campus Poço Redondo celebrou nesta quarta-feira (20), três anos da inauguração oficial e seis de funcionamento no Alto Sertão Sergipano. É que antes mesmo da oficialização das atividades acadêmicas regulares, o Campus poço Redondo já estava em pleno movimento na região, acolhendo a comunidade no curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrada à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), com ênfase em Educação do Campo. Uma modalidade que permite ao estudante concluir o Ensino Fundamental ou Médio ao mesmo tempo em que recebe qualificação para o mercado de trabalho.
E não foi só isso. O Campus já abrigava também projetos importantes; o AgroIFNordeste é um deles. O projeto visa o fortalecimento da agricultura familiar no semiárido sergipano, promovendo assistência técnica, capacitação e inovação tecnológica para dezenas de pequenos produtores rurais, com foco na melhoria de culturas e na produção leiteira local.
O outro é o Hortas Pedagógicas que ganhou recentemente projeção nacional, ao ser selecionado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) para integrar um livro de circulação nacional, destacando-se como referência em agricultura urbana, agroecologia e segurança alimentar.
Agora, com o curso técnico integrado de Zootecnia, o campus tem alunos regulares e que necessitam de estar na instituição pelo menos dois dias inteiros. A assinatura da Ordem de Serviço e o lançamento da pedra fundamental para a construção do restaurante estudantil no campus são um verdadeiro presente. “No dia do aniversário do Campus, assinar a ordem de serviço para construção do refeitório é um presente. Ficamos muito felizes em poder melhorar a vida da comunidade, fortalecendo a educação profissional e de qualidade na região. Uma alimentação adequada é garantia de dignidade e também uma das formas de permanência e êxito dos alunos”, destacou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade.
A diretora geral do campus, Irineia Nascimento, festejou a novidade. “Estamos comemorando dois eventos de grande importância para o alto Sertão Sergipano; três anos do campus, apesar de já estarmos aqui realizando ações de pesquisa e extensão há seis anos e, também por estar trazendo a possibilidade de termos mais alunos, que é a construção do nosso restaurante, que vai trazer para os nossos alunos um conforto maior, a refeição, a alimentação, que é um direito básico dos alunos de ensino tecnológico. Então, é um momento de muita alegria e de comemoração. E só temos que dizer uma palavra: gratidão! Gratidão por tudo”, salientou a gestora.
De acordo com o diretor de Planejamento de Obras e Projetos (DIPOP), Marcus Alexandre Noronha, a empresa vencedora da licitação, a THC Engenharia, agora tem 15 dias para se instalar. A obra será executada em cerca de dez meses, com investimento de aproximadamente R$ 1,4 milhão. O restaurante terá capacidade para atender 130 pessoas simultaneamente e 400 por turno e contará com cozinha completa, áreas de preparo e higienização, banheiros próprios e uma cantina. “É um equipamento de suma importância para o desenvolvimento do campus e da região, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar dos nossos alunos”, disse.
“A vinda do restaurante para o IFS não é só necessidade, é o atendimento da necessidade básica. É algo fundamental para os nossos alunos e para o campus como um todo”, evidenciou o coordenador de Assistência Estudantil do campus, Gabriel Lima. Ele destacou ainda que o campus está localizado no município que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) entre os 75 municípios do estado. “Estamos no município de menor IDH-M de Sergipe (0,529). A escola, por muitas vezes, é a porta de acesso a diversas políticas públicas e a alimentação é uma antena. Esses estudantes vêm de contextos de escolas onde eram fornecidas a alimentação para eles. Então, manter esse contexto é fundamental para a permanência e êxito deles aqui no campus Poço Redondo”, concluiu Gabriel.
Para os estudantes a novidade é pra lá de boa. Chagas Lucas Sobrinho é aluno do curso técnico integrado de Zootecnia e geralmente leva comida para o campus e para isso tem que acordar muito cedo para deixar tudo pronto. “Eu acho a chegada do refeitório muito boa, porque é um recurso que vai ajudar e muito todo mundo. Tem vez que não dá tempo de trazer comida ou não temos dinheiro para comprar marmita, que geralmente temos que pedir por aplicativo. Será muito bom o refeitório porque é uma estrutura melhor para a alimentação sem a gente ter essa preocupação de trazer ou passar por perrengues. Acho que vai melhorar também nosso desempenho escolar”, disse.
Mas enquanto o restaurante ainda não é uma realidade, cada aluno recebeu uma marmita elétrica para manter o alimento quentinho e amenizar um pouco o problema. A aluna Eslla Jaianne disse que vai ajudar, já que há muita aglomeração na hora de aquecer a comida nos micro-ondas disponíveis. Mas ela quer mesmo é ver o restaurante funcionando. “Ah, com o restaurante não precisaremos carregar tantas bolsas, teremos menos peso para carregar”, destacou.


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