Mestrado em Ensino de Computação é inaugurado no interior sergipano
IFS é o único instituto federal brasileiro a ofertar esse programa
*Rossella Cecília
O Campus Itabaiana do Instituto Federal de Sergipe (IFS), por meio da Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP/Propex), realizou na última quarta-feira (11), aula inaugural da primeira turma do novo Mestrado Profissional em Ensino de Computação Básica (ProfComp). O mestrado é um programa em rede nacional, coordenado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), que tem como foco a formação de professores (as) da Educação Básica e o fortalecimento da computação nas escolas brasileiras.
O IFS é o único Instituto da rede a ministrar essa modalidade de mestrado no país. A iniciativa materializa a interiorização da ciência, uma vez que toda oferta de pós-graduação é realizada na capital sergipana. Para o diretor do campus Itabaiana, Jairton Mendonça, essa é uma grande conquista do instituto. “O mestrado faz parte do processo de inclusão para a formação de pessoas que estão fora dos grandes centros”, afirmou.
Para o diretor de pesquisa e pós-graduação (DPP), Mário Farias, além de comemorar é preciso ter perseverança. Segundo ele, a educação brasileira se mantém com pouco financiamento e essa é uma oportunidade para avançar e resistir. “A educação vem sofrendo com cortes em seus orçamentos. A formação de professores, através do ProfComp, além de ser uma formação continuada é também uma maneira de resistência e de oferta de educação de qualidade”, explicou.
A abertura foi guiada pelo tema “Planeta Água: Inteligência Artificial e Educação no Enfrentamento das Mudanças Climáticas no meu território”, e contou com a mesa temática ‘O desafio Energético e Hídrico da IA: Da Termodinâmica aos SMRs’, da sigla em inglês Small Modular Reactor (Reator Modular Pequeno de energia nuclear), abordada pelo Pró-Reitor de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação, José Osman dos Santos. Ele aprofundou o debate sobre o uso da inteligência artificial e o impacto negativo no meio ambiente. “O uso e a presença da Inteligência Artificial, exigem uma infraestrutura física enorme, água e minerais, e as SMRs podem ser uma alternativa, já que exigem menos estrutura ”, salientou.
Diversas palestras fizeram parte da programação e, com elas, trocas de experiências sobre a realização de programas científicos, a exemplo do ‘Mais Ciência na Escola’, coordenado pelos professores Ângelo Francklin, Mário Faria e Gilson Pereira. O programa reúne teoria, prática e pesquisa e tem como objetivo montar dez laboratórios makers em escolas do ensino fundamental da rede pública estadual de Sergipe. Ele fornece ainda bolsas para professores e estudantes, formação, capacitação e incorpora também os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em todos os projetos.
De acordo com o professor Ângelo Francklin, o programa foi desenvolvido com critérios que independem de escolhas políticas locais e pretende elevar e qualificar o ensino público sergipano. Para isso, as escolas contempladas serão aquelas com o menor Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) e em municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Desenvolvemos esses critérios, porque dificilmente essas escolas seriam contempladas em outros editais, já que eles exigem alguns critérios meritocráticos”, destacou.
*Bolsista de jornalismo da Propex, sob supervisão de Anderson Ribeiro


Redes Sociais