Naturalização brasileira: egressos do IFS conquistam cidadania com apoio do curso de PLA
IFS e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) são os únicos institutos da Rede Federal que elaboram e aplicam a prova de Língua Portuguesa
Entre praias paradisíacas, sotaques diversos e uma cultura vibrante, o Brasil segue sendo destino de quem busca mais do que paisagens: procura pertencimento. Seja pelas belezas naturais, pelo clima acolhedor ou pelas oportunidades de recomeço, o país se torna, para muitos estrangeiros, um novo lar e, em alguns casos, uma nova pátria.
Foi esse o caminho trilhado pelo colombiano Edinson Galvis e pelo suíço Oliver Schneider, que hoje celebram não apenas a adaptação ao Brasil, mas a conquista da cidadania brasileira após passarem pelo curso de Português como Língua Adicional (PLA) ofertado pela Assessoria de Relações Internacionais (ASSRI) do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
A naturalização dos dois egressos é resultado direto de uma política que une educação e inclusão. O curso de Português como Língua Adicional, aliado à prova presencial aplicada pelo IFS, atende a um dos principais pré-requisitos exigidos pelo Governo Federal, conforme a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017): a comprovação de proficiência em língua portuguesa.
Segundo o assessor de Relações Internacionais do IFS, Frederico Chaves, a iniciativa vai além do ensino do idioma. “O trabalho humanizado e de excelência realizado em parceria com a Polícia Federal tem possibilitado aos imigrantes, estrangeiros e refugiados residentes ou não no estado de Sergipe a oportunidade de conquistar o nível máximo de integração social em nosso país: ser cidadão brasileiro”.
Frederico destaca ainda o papel estratégico do curso no processo de inclusão. “O curso e a prova presencial do PLA reafirmam o compromisso do IFS com a inclusão social, ao ampliar o acesso de migrantes e estrangeiros a direitos fundamentais por meio da educação linguística. Essa iniciativa também expressa um claro compromisso humanitário, ao promover acolhimento, integração e igualdade de oportunidades na sociedade brasileira”, ressalta.
Alcance de oportunidades: a trajetória de Edinson
No caso de Edinson, foi a busca por novas oportunidades que o trouxe ao Brasil. Encantado com o litoral sergipano, ele escolheu a Barra dos Coqueiros como destino para viver - uma decisão que, aos poucos, transformou-se em um projeto de vida. Durante o processo de naturalização, ele encontrou no curso do IFS não apenas uma exigência burocrática, mas uma experiência de aprendizado significativa.
“O que me motivou a fazer o curso foi porque eu estava tirando minha nacionalidade e foi um requisito ter o curso como língua adicional. E achei até legal para aperfeiçoar minha fala, já que falava muito enrolado! Achei muito interessante porque o PLA tem muitas atividades que ajudam no desenvolvimento e ainda tem o professor que te ajuda e assessora”, diz Edinson.
Amor, cultura e raízes: a história de Oliver
Já o suíço Oliver Schneider chegou ao Brasil por um motivo diferente: o amor. Ele conheceu a esposa sergipana ainda na Suíça e, em 2007, fez sua primeira viagem a Aracaju - cidade que, desde então, tornou-se parte essencial de sua vida. “Eu gostei muito da família dela, da cultura, da comida, da praia e da cidade, em geral. A partir daquele ano, nós passávamos todos os finais de ano sempre em Aracaju”, lembra.
A decisão de buscar a naturalização levou Oliver ao curso de Português como Língua Adicional do IFS, indicado durante atendimento na Polícia Federal. “Eu perguntei na Polícia Federal como é o processo para a naturalização. O funcionário me informou que eu precisava de um atestado oficial sobre minhas competências linguísticas em Português e indicou o curso PLA do IFS. Além disso, eu queria melhorar meus conhecimentos da Língua Portuguesa”, conta Oliver.
Sobre a experiência, ele destaca a organização e o alcance do PLA. “O curso era on-line, com encontros uma vez por semana. O acesso para os livros, treinamento e exercícios também é disponível on-line. A estrutura do curso está muito bem concebida. Todas as semanas é abordado um novo tema. Nesse contexto, não é apenas a gramática ou a língua portuguesa que se destacam, mas também os hábitos culturais”.
O caso de Edinson e Oliver exemplifica o impacto concreto de iniciativas educacionais voltadas à inclusão. No IFS, o curso de PLA é ofertado semestralmente em nível básico (módulo I), com previsão de ampliação para o nível intermediário (módulo II), enquanto a prova presencial ocorre anualmente, no mês de setembro.


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