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ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Construção dos restaurantes estudantis IFS vai solucionar necessidade antiga da comunidade

Publicado: Quinta, 11 de Junho de 2026, 14h55 | Última atualização em Quinta, 11 de Junho de 2026, 15h25

Cinco de nove equipamentos já foram licitados e tiveram ordens de serviço assinadas e pedras fundamentais lançadas

Restaurantes 1Uma reivindicação antiga da comunidade; uma longa espera que começou a tornar-se realidade entre os meses de abril e maio no Instituto Federal de Sergipe (IFS). É que cinco de nove campi tiveram ordens de serviço assinadas e pedras fundamentais lançadas para a construção de Restaurantes Estudantis (REs) com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São eles: Glória, Poço Redondo, Propriá, Socorro e Tobias Barreto. “As obras dos REs terão custo de aproximadamente 1,4 milhão cada um e devem durar cerca de 10 meses. Após a conclusão eles terão capacidade de atender 130 alunos simultaneamente e 400 por turno. As próximas licitações contemplarão os campi Aracaju, Estância, Itabaiana e Lagarto”, disse o diretor de Planejamento de Obras e Projetos, Marcus Alexandre Noronha.

Restaurantes 5A alimentação escolar é um gargalo que já dura décadas para alguns campi do IFS. Sem refeitórios – apenas o campus São Cristóvão possui um – servidores e principalmente estudantes têm dificuldade para realizar as refeições nos dias em que necessitam passar período integral na instituição. São pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social, que moram distante – às vezes em outro município – e, que ainda desempenham outras atividades, em casa ou fora dela, além do estudo. Pessoas que nem sempre têm condições de levar sua própria comida e, muito menos de comprar; seja por dificuldade financeira, seja por não existir locais de alimentação próximos aos campi.

Restaurantes 2A gestão do IFS festeja a chegada dos REs e diz que será um divisor de águas na luta para diminuir a evasão escolar e que dará dignidade aos estudantes. “O restaurante estudantil terá impacto direto na permanência e no desempenho acadêmico dos estudantes, principalmente daqueles em situação de vulnerabilidade social. Recebemos com muita alegria mais essa conquista. Tenho certeza que vai colaborar na aprendizagem”, declarou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade nas solenidades de assinatura das Ordens de Serviço e do lançamento das pedras fundamentais nos primeiros cinco campi.

Além da Assistência Estudantil

Levi DIAEO IFS tem amadurecido a compreensão da alimentação não apenas como ‘entrega de comida’, mas como estratégia de permanência estudantil. “ Já vínhamos fazendo isso com nosso projeto de Mapeamento de Perfil Alimentar e Circuito de Saúde DIAE 2025/2026. Avançamos no contato em rede, na integração com outras experiências na consolidação de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) integradas ao ensino. Além disso, a criação da Ação Orçamentária 21IV é um marco que institucionaliza recursos específicos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na nossa rede foi celebrada e orientada aos profissionais que zelam pela alimentação escolar”, destacou o nutricionista Levi Oliveira.

O que é a Ação IV? São verbas específicas para alimentação escolar, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) dentro das ações de Assistência Estudantil. Este recurso suplementa o PNAE, garantindo que estudantes de graduação e pós-graduação também tenham acesso à alimentação, assegurando a segurança alimentar como um direito de todos. “O que temos de central a celebrar foi o início da construção da Política Nacional de Alimentação Escolar da Rede Federal e a participação do IFS nela. Discutimos a necessidade de o nutricionista atuar como gestor técnico, garantindo segurança sanitária (através de Manuais de Boas Práticas e POPs) e a transversalidade da nutrição no currículo. O principal direcionamento é que a alimentação deve ser um espaço pedagógico, um laboratório de ensino, e não apenas uma ação assistencial. Nossos refeitórios estão vindo, mas virão com uma visão para além da assistencial!”, celebrou o nutricionista.

Programa de Alimentação saudável na EPT

Restaurantes 2Uma matéria publicada pela Agência Câmara de Notícias, mostra que recentemente a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4349/25, que cria o Programa de Alimentação Saudável na Educação Profissional e Tecnológica. A nova regra garante orçamento exclusivo para custear as refeições de alunos de institutos federais, dos Centros Federais de Educação Tecnológica, do Colégio Pedro II e de escolas técnicas vinculadas a universidades.

O texto aprovado determina que a distribuição da nova verba dará prioridade aos estudantes matriculados em cursos técnicos de nível médio em tempo integral e à compensação de diferenças regionais no custo dos alimentos. O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Layout dos REs

IMG 0971O projeto arquitetônico dos Restaurantes Estudantis, foi elaborado no âmbito de uma comissão da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC). Ele representa uma construção coletiva orientada por critérios técnicos, normativos e sociais, com foco na promoção da permanência estudantil e na garantia de segurança alimentar e nutricional.

A concepção do projeto partiu de um processo colaborativo, envolvendo profissionais de diferentes áreas, como arquitetura, engenharia, nutrição e gestão institucional, assegurando uma abordagem multidisciplinar e alinhada às diretrizes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A comissão teve papel fundamental na definição de parâmetros técnicos, diretrizes funcionais e critérios de qualidade, considerando as demandas específicas dos campi e o perfil dos estudantes atendidos. “O projeto foi desenvolvido com base em estudos preliminares de demanda, que incluíram o quantitativo de usuários, a dinâmica de funcionamento por turnos e as necessidades operacionais do serviço de alimentação. A partir dessas informações, foi possível dimensionar adequadamente os ambientes e estruturar uma proposta arquitetônica eficiente, segura e funcional”, explicou o arquiteto Wesley Amaral, lotado na Diretoria de Planejamento de Obras e Projetos (DIPOP), que teve seu projeto aprovado e segue como modelo para toda rede.

Restaurantes 3De acordo com Wesley, um dos principais aspectos considerados foi a organização dos fluxos internos, garantindo a separação adequada entre as áreas de recebimento de insumos, armazenamento, pré-preparo, preparo, distribuição e consumo, bem como o correto gerenciamento de resíduos. “Essa setorização atende às exigências dos órgãos de vigilância sanitária e contribui para a segurança alimentar”, disse. O programa de necessidades contemplou ambientes como cozinha industrial, câmaras frias, despensas, áreas de higienização, refeitório, sanitários acessíveis, espaços administrativos e áreas de convivência. “Também foram incorporadas soluções arquitetônicas voltadas à sustentabilidade, como aproveitamento de ventilação e iluminação natural, eficiência energética e escolha de materiais duráveis e de fácil manutenção”, salientou.

Restaurantes 1Ainda de acordo com o arquiteto, a acessibilidade universal foi tratada como premissa fundamental, assegurando que todos os espaços estejam em conformidade com a legislação vigente e aptos a atender usuários com diferentes necessidades. “Além disso, o projeto seguiu rigorosamente as normas técnicas aplicáveis. A atuação da comissão da SETEC/MEC foi decisiva para a padronização de diretrizes e para a construção de um modelo de restaurante estudantil que possa ser replicado e adaptado em diferentes unidades da Rede Federal, respeitando as especificidades locais. O resultado é um projeto que alia funcionalidade, qualidade técnica e compromisso social, contribuindo para a melhoria das condições de permanência e bem-estar dos estudantes”, destacou Wesley Amaral.

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