Campus Estância entrega novos engenheiros civis à sociedade
Solenidade contou com a presença de autoridades, professores, familiares e amigos dos formandos
*Por Carole Ferreira da Cruz
O Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância entregou quatro novos engenheiros civis à sociedade na tarde do último dia 9 de abril. A solenidade pública de colação de grau do curso Bacharelado em Engenharia Civil contou com a presença de autoridades, professores, servidores, familiares e amigos dos formandos Hudson Santos Menezes Júnior, Laíse de Santana Brito, Larissa Costa Pugliesi Oliveira e Mayra Alves Cravo.
Compuseram a mesa solene o pró-reitor de Pesquisa e Extensão, representando a reitora do IFS, José Osman dos Santos; a diretora do Campus Estância, Sônia Pinto de Albuquerque Melo; a gerente de Ensino substituta, Denise Guimarães Lopes; o coordenador do curso de Engenharia Civil e professor homenageado Adysson André Fortuna de Souza; o paraninfo e professor que nomeia a turma, Thiago Augustus Remacre Munareto Lima; e a patronesse, Ana Larissa Cruz Prata.
A cerimônia iniciou com a execução do Hino Nacional e a abertura da sessão de outorga de grau pelo pró-reitor. Logo depois, a formanda Mayra Alves Cravo prestou o juramento: “Juro honrar o grau que solenemente recebo, exercendo a profissão de engenheiro civil com ética, dignidade e respeito à vida e ao meio ambiente. Com meu conhecimento científico e tecnológico, buscarei contribuir para o desenvolvimento socialmente justo do Brasil e para a prosperidade da humanidade. Assim, eu juro!”.
O momento mais emocionante da formatura foi a entrega dos diplomas, seguida dos discursos das autoridades, dos professores e da oradora da turma, Larissa Costa Pugliesi Oliveira, que enfocou os desafios coletivos e individuais da trajetória acadêmica até a conquista da formação superior: pandemia, greve, cálculos extensos e frustrantes, conteúdos complexos das disciplinas, conciliação do curso com trabalho, estágio e vida pessoal, entre tantos outros.
“Hoje não celebramos apenas a conclusão de um curso. Celebramos a nossa coragem de continuar, mesmo quando parecia difícil demais. Celebramos cada obstáculo superado, cada renúncia feita e cada conquista alcançada. A Engenharia Civil nos ensinou a construir. E agora, seguimos preparados para construir não apenas estruturas, mas também caminhos, oportunidades e um futuro melhor”, discursou Larissa.
Maratona
O paraninfo, Thiago Remacre, fez uma analogia às maratonas para mostrar que a trajetória acadêmica é como uma prova de resistência, que exige estratégia, saber quando acelerar, poupar fôlego e, acima de tudo, nunca desistir: os formandos cruzaram a linha de chegada ao conquistar a graduação em engenharia civil e os professores estiveram sempre na beira da pista, dando água e proferindo palavras de incentivo.
Remacre citou nominalmente cada formando para enaltecer suas potencialidades e características. “A maratona da Engenharia Civil cobra de vocês tudo — o corpo, a mente, as noites, a família, os fins de semana, às vezes, até as lágrimas. Mas ela também devolve tudo multiplicado: devolve em diploma, em conhecimento, em caráter forjado no fogo das dificuldades e, acima de tudo, em orgulho — aquele orgulho silencioso de quem sabe que não desistiu quando podia. [...] Vocês venceram!”
A diretora Sônia Melo ressaltou a formação de excelência dos novos engenheiros e o papel do IFS no desenvolvimento integral do ser humano em todas as suas dimensões: física, intelectual, técnica, cultural, científica e afetiva. “O mundo do trabalho que se abre não exige apenas domínio técnico: exige sensibilidade, capacidade de diálogo, criatividade diante de problemas complexos, ética — especialmente em uma área em que decisões impactam diretamente a vida das pessoas - e exige, sobretudo, humanidade. A própria literatura da área tem enfatizado que o engenheiro contemporâneo precisa articular conhecimento técnico com habilidades como comunicação, liderança, pensamento crítico e inteligência emocional. E isso não se aprende em manuais. Isso se constrói na experiência, na escuta, no encontro com o outro".
O pró-reitor José Osman abordou três aspectos no seu discurso: a consolidação do Campus Estância no processo de verticalização da oferta de cursos superiores na região sul do Estado - inicialmente com o bacharelado em Engenharia Civil e agora com a Licenciatura em Letras -; o papel do instituto enquanto instituição promotora da educação profissional, científica e tecnológica para transformação do território; e o exercício ético do engenheiro civil na atualidade.
Osman destacou a importância dos engenheiros se manterem atualizados em relação às tecnologias construtivas atuais, a exemplo dos Projetos Inteligentes (PIN), e priorizarem o exercício profissional alicerçado na ética. “O novo profissional da Engenharia Civil deve contribuir para o desenvolvimento de uma infraestrutura nacional que considere primeiro a pessoa humana e a questão da sustentabilidade como princípio no exercício ético da profissão”, enfatizou.


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