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Com renovação de 66,7%, diretores-gerais do IFS tomam posse no Sergipetec

Publicado: Quinta, 29 de Outubro de 2026, 15h38 | Última atualização em Sexta, 30 de Outubro de 2026, 12h16

Em cerimônia no Sergipetec, dirigentes escolhidos pela comunidade acadêmica assumem mandato até 2030; três gestores foram reeleitos

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) empossou, na tarde desta quinta-feira, 29 de outubro, os nove diretores-gerais eleitos para o quadriênio 2026-2030. A solenidade, realizada no Sergipe Parque Tecnológico (Sergipetec), em São Cristóvão, marcou uma renovação de 66,7% nas direções dos campi: seis unidades passam a contar com novos titulares, enquanto três gestores foram reconduzidos aos cargos. A cerimônia reuniu servidores, estudantes e familiares dos empossados.

Entre os novos dirigentes estão Rômulo Alves de Oliveira, no Campus Aracaju; Carlos Mariano Melo Júnior, em Estância; Aline Ferreira da Silva, em Nossa Senhora da Glória; Dielle Oliveira Filocre Rodrigues, em Propriá; Afram Domingos Silva de Meneses, em São Cristóvão; e Welkson Pinheiro do Nascimento, em Tobias Barreto. Foram reeleitos Jairton Mendonça de Jesus, no Campus Itabaiana; Ricardo Monteiro Rocha, em Lagarto; e José Franco de Azevedo, em Nossa Senhora do Socorro. A nova composição reúne sete homens e duas mulheres, responsáveis pela administração das respectivas unidades durante os próximos quatro anos.

A escolha dos dirigentes ocorreu em 3 de junho, por meio de votação eletrônica, com a participação dos três segmentos da comunidade acadêmica. A consulta para reitor, realizada na mesma data, registrou 4.794 votantes, entre 9.273 eleitores aptos. Participaram 3.454 estudantes, 684 docentes e 656 técnicos-administrativos. Entre os servidores, os índices de participação foram expressivos, alcançando 97,3% dos docentes e 96,5% dos técnicos-administrativos habilitados. O processo adotou o modelo de votação paritária, no qual estudantes, docentes e técnicos-administrativos tiveram o mesmo peso na apuração dos resultados.

A posse dos diretores-gerais também coincide com a transição de gestão na Reitoria do IFS. Durante a cerimônia, José Osman dos Santos, o novo reitor, ressaltou que a escolha dos dirigentes pela comunidade acadêmica fortalece a participação nas decisões institucionais. “É um momento de fortalecimento da gestão democrática e participativa, porque todos esses diretores foram eleitos democraticamente pela comunidade”, afirmou. Ele também destacou a autonomia didático-pedagógica e administrativa dos campi, além de sua dotação orçamentária própria, previstas na Lei nº 11.892, e defendeu a transparência e o diálogo com a comunidade sobre os rumos da instituição.

Expectativas

No Campus Nossa Senhora da Glória, Aline Ferreira da Silva aponta a melhoria da biblioteca como uma das primeiras prioridades de sua gestão. Para a nova diretora-geral, o espaço deve oferecer aos estudantes condições de estudo e oportunidades de convivência e acolhimento. “O estudante deve ter um espaço onde ele possa não só estudar, mas se sentir acolhido, onde ele possa descansar, onde ele possa ter o seu momento de leitura”, afirmou. Aline também destacou a integração do campus com os produtores rurais da região, especialmente os ligados à atividade leiteira. Segundo ela, essa aproximação ocorre por meio de eventos científicos, palestras e aulas práticas realizadas em propriedades e estabelecimentos parceiros, permitindo a troca de conhecimentos entre a comunidade acadêmica e o setor produtivo.

No Campus São Cristóvão, Afram Domingos Silva de Meneses aponta a implantação de um mestrado profissional em Agroecologia como uma das suas prioridades. Ele aponta que a unidade já dispõe de profissionais qualificados e oferece formações na área agrícola, desde cursos técnicos até a graduação em Agroecologia. “Então o mestrado é apenas mais um passo para que a gente possa fazer a verticalização dentro do campus São Cristóvão”, afirmou. Afram também pretende desenvolver um projeto de agricultura digital, incorporando novas tecnologias ao manejo do solo e às atividades agrícolas realizadas pelos estudantes.

Os diretores-gerais são responsáveis pela condução administrativa das unidades, pelo acompanhamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão e pela execução das ações previstas nos respectivos planos de gestão. Também cabe a esses dirigentes identificar demandas de infraestrutura, acompanhar a aplicação dos recursos disponíveis e articular com a Reitoria medidas para atender às necessidades de estudantes e servidores. A atuação envolve tanto as decisões cotidianas dos campi quanto o planejamento de ações que dependem de investimentos e de articulação com outros setores da instituição.

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