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INCLUSÃO

Plano Educacional Individualizado ganha espaço no debate sobre ensino acessível

Criado: Quinta, 18 de Junho de 2026, 09h40

1Encontro reuniu equipes de diferentes campi para alinhar práticas, esclarecer dúvidas e ampliar o acompanhamento de estudantes com necessidades específicas

O Plano Educacional Individualizado (PEI) esteve no centro de um encontro formativo realizado na tarde do último dia 15, no Instituto Federal de Sergipe (IFS) - Campus Estância. A atividade reuniu representantes dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napnes) de diferentes campi para discutir estratégias de inclusão, alinhar procedimentos e compartilhar experiências aplicadas no acompanhamento dos estudantes. A discussão ganha relevância diante do aumento da procura por atendimento especializado e da chegada de novos profissionais às equipes multidisciplinares. Utilizado para organizar objetivos, recursos e formas de acompanhamento de acordo com as necessidades de cada estudante, o PEI busca transformar diretrizes gerais de inclusão em medidas práticas para a rotina acadêmica.

2A apresentação sobre o PEI foi conduzida pelo Napne do Campus Itabaiana. Durante a atividade, os participantes discutiram dúvidas relacionadas à elaboração e à aplicação do plano em diferentes contextos, além de relatarem experiências desenvolvidas nas unidades. O encontro também abordou normas nacionais e regras internas voltadas à acessibilidade e à equidade educacional. A programação integrou o projeto Naedi Itinerante, que pretende aproximar as equipes responsáveis pelo atendimento de estudantes com necessidades específicas. A proposta foi apresentada por Christianne Rocha, coordenadora do Naedi, e Deivesson de Sousa Lima, coordenador do Napne do Campus Estância. A iniciativa busca criar uma rede de colaboração capaz de reduzir diferenças de procedimento entre os campi e facilitar a circulação de soluções já testadas.

Deivesson de Sousa Lima destacou que o contato entre profissionais de diferentes unidades permite construir respostas conjuntas para situações enfrentadas no cotidiano acadêmico. “Mais do que discutir legislações e procedimentos, estamos reafirmando o compromisso do IFS com o respeito às diferenças, à diversidade humana e ao direito de todos à educação”, afirmou o coordenador. O encontro também funcionou como espaço de formação continuada para profissionais que atuam diretamente no atendimento aos estudantes. Ao comparar práticas e critérios adotados nos campi, as equipes puderam identificar dificuldades comuns e discutir formas de adaptar o planejamento pedagógico às particularidades de cada aluno, sem perder de vista as normas que orientam a educação especial inclusiva.

A proposta é levar o Naedi Itinerante a outros campi, ampliando o debate sobre o PEI e fortalecendo a articulação entre os Napnes. O próximo passo será transformar as experiências compartilhadas em práticas que possam ser replicadas, com atenção às demandas locais e ao acompanhamento individual dos estudantes. A ampliação da iniciativa deverá permitir que profissionais de outras unidades participem das discussões, comparem procedimentos e incorporem soluções desenvolvidas em diferentes contextos. Com isso, o PEI permanece como eixo central do trabalho voltado à organização do atendimento e à definição de estratégias específicas para cada estudante.

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