Inclusão pela arte marca debate sobre saúde mental no Campus Socorro
Evento reuniu estudantes e servidores em programação integrada à XIX Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras
O Instituto Federal de Sergipe realizou, no dia 14 de maio de 2026, o Seminário Latino-Americano de Acessibilidade, Inclusão, Arte e Saúde Mental, no Campus Socorro. O evento reuniu estudantes do campus e servidores de diferentes unidades do IFS em uma programação voltada à formação, à troca de experiências e ao debate sobre práticas inclusivas no ambiente educacional. As inscrições foram feitas pelo SUAP entre 4 e 13 de maio.
Integrado à XIX Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras, o seminário teve como foco a valorização das potencialidades de pessoas com necessidades específicas. A proposta foi aproximar debates sobre acessibilidade, políticas públicas, arte e cuidado em saúde mental, temas que atravessam a rotina de estudantes e profissionais que atuam na educação inclusiva.
A programação da manhã começou com credenciamento, apresentação cultural e abertura oficial, com a presença de representantes institucionais, culturais e da área da inclusão. Em seguida, a mesa-redonda “Políticas Públicas Inclusivas na América Latina” abordou o Plano Viver sem Limites, políticas voltadas às pessoas com deficiência no Uruguai e a importância das atividades físicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Para Marcus Paulo, psicólogo do Campus Glória, o encontro teve impacto direto no trabalho desenvolvido nas escolas. “Participar deste seminário é fundamental para qualificar nosso trabalho na escola, especialmente no contexto do interior. O debate sobre acessibilidade, inclusão, arte e saúde mental nos lembra que educar também é acolher”, afirmou.
Arte e saúde mental na programação
No período da tarde, o seminário contou com apresentações artísticas e culturais de grupos que atuam na promoção da inclusão por meio da arte. Depois, a mesa-redonda “Cuidados e Atenção em Saúde Mental” discutiu temas como atividade física, prevenção ao suicídio, bullying, psicofobia, estigmas e preconceitos.
A servidora Ana Carla Rocha destacou que o crescimento do número de pessoas com deficiência na instituição reforça a necessidade de transformar políticas em ações concretas. “Esses estudantes estão acessando e ocupando um espaço que é de direito deles: o da educação”, comentou. Segundo ela, as discussões do seminário contribuíram para fortalecer uma cultura de acessibilidade e inclusão no cotidiano institucional.
A psicopedagoga Larissa Monteiro também ressaltou a presença de palestrantes nacionais e internacionais e citou a tecnologia assistiva como um dos pontos relevantes da programação. “Um seminário potente sobre acessibilidade, arte e saúde mental, com reflexões profundas”, revelou.
O seminário foi organizado pela Comissão Organizadora do Seminário Latino-Americano de Acessibilidade, Inclusão, Arte e Saúde Mental, com participação do Naedi, Napne, SIASS, Pró-reitoria de Extensão e Federação Nacional de Arte Albertina Brasil. A programação terminou com debates sobre práticas inclusivas e humanizadas, tema central de um evento que reuniu educação, cultura e cuidado no Campus Socorro.


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