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PROGRAMA DE GESTÃO

IFS institui Comissão e implantará Programa de Gestão para teletrabalho

Criado: Segunda, 13 de Dezembro de 2021, 11h10 | Publicado: Segunda, 13 de Dezembro de 2021, 11h10 | Última atualização em Segunda, 13 de Dezembro de 2021, 11h10

A previsão é que no 1º trimestre de 2022 sistema de gestão de teletrabalho comece a funcionar

teletrabalho capaPor: Monique de Sá

O regime de teletrabalho já é uma realidade para diversos órgãos públicos do Poder Executivo Federal. O Instituto Federal de Sergipe (IFS), atento à modernização na área de gestão de pessoas e visando um aumento na prestação dos seus serviços, instituiu uma Comissão a fim de realizar um estudo preliminar para implantação do Programa de Gestão, tendo o intuito de estabelecer as normativas para implementação do teletrabalho no âmbito da instituição.

A comissão formada para este estudo é composta de uma equipe multidisciplinar de servidores do IFS (com conhecimentos jurídicos, em gestão de pessoas e em tecnologia da Informação), que vem baseando seus trabalhos a partir da Instrução Normativa (IN) nº 65 da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia – documento que estabelece as orientações para a adesão do regime de teletrabalho em órgãos públicos.

Segundo o presidente da Comissão e auditor do IFS, Alexandre Diniz, o Regulamento do Programa de Gestão realizado pela equipe de trabalho já foi aprovado pelo Conselho Superior, tendo sido construído com base em indicadores do Governo Federal e a partir de uma pesquisa interna realizada com servidores da instituição.

“A Comissão teve o cuidado de realizar um estudo técnico preliminar visando fundamentar o Programa de Gestão no IFS. A fundamentação é primordial na medida em que é necessário apontarmos os amplos benefícios do Programa. Além disso, estamos, como servidores, adstritos aos princípios da Administração Pública como da publicidade (transparência), eficiência e legalidade”, reforça Alexandre.

Ele ainda lembra que além de contemplar o princípio da economicidade (de acordo com o estudo preliminar fica comprovada redução em contas de água e energia da instituição), há outros benefícios em relação à implantação do Programa de Gestão. “Podemos citar o aumento da produtividade, motivação, foco em trabalhos que demandam maior concentração, redução de conflitos, entre outros”.

Previsão de implantação

Um dos setores protagonistas no processo de implantação do regime de teletrabalho é a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), responsável peala implementação do Sistema da SUSEP como ferramenta de gestão do teletrabalho. A previsão é que o sistema comece a funcionar ainda no primeiro trimestre do próximo ano.

De acordo com a IN 65/2020, em seu artigo 26, o órgão que pretenda implementar o programa de gestão deverá utilizar sistema informatizado apropriado como apoio tecnológico para acompanhamento e controle do cumprimento de metas e alcance de resultados. “O SUSEP será a ferramenta através da qual o servidor tomará ciência do seu plano de atividades e que sua chefia homologará suas entregas”, informa o coordenador geral de TI do IFS e membro da comissão, Itauan Eduão.

Durante os estudos de viabilidade de adesão ao Programa de Gestão foram apresentados três possíveis estratégias para o novo sistema que será implantado: CGU-CADE, SUSEP ou desenvolvimento de um sistema próprio.

Tanto o sistema CGU-CADE quanto o SUSEP são sistemas de código aberto desenvolvidos por órgãos públicos. “O uso de qualquer um deles não implica em adicionar despesas em nosso orçamento, considerando que já possuímos infraestrutura para isso em nosso Datacenter. Esse fato foi muito importante na escolha, pois sabemos da situação financeira que o IFS vivencia”, explica o coordenador.

Entre os sistemas sem ônus financeiro, o setor optou pelo SUSEP, após estudo da arquitetura do sistema, por apresentar técnicas mais modernas de desenvolvimento e uma comunidade de servidores públicos trabalhando ativamente na sua melhoria contínua, lançando novas versões com boa frequência.

Ainda segundo Itauan hoje o principal desafio para desenvolver, implantar e manter projetos de TI está justamente em algo que pretende ser superado pelo Programa de Gestão: a dificuldade em reter servidores na equipe da DTI. “Durante a pandemia que ainda vivenciamos, houve uma quebra de paradigma total nos modelos de trabalho. Isso impactou todos os ambientes laborais, sejam públicos ou privados. O IFS reagiu bem aos desafios postos, e teve suas atividades administrativas rapidamente adequadas”, reforça.

Existem também outros desafios para viabilizar o pleno funcionamento do Programa de Gestão e o funcionamento do sistema SUSEP: adequação às rotinas de atividades desenvolvidas no IFS, adaptação dos servidores ao modelo de trabalho, parametrização do sistema, entre outros. “No entanto, nada tão desafiador que a comunidade do IFS já não tenha sido obrigada a encarar durante a pandemia ou que já não façamos na nossa rotina, já provamos a nossa resiliência e estamos prontos para dar esse passo em direção ao novo modelo de trabalho”, destaca Itauan.

Mudança na cultural organizacional

De acordo com a IN elaborada pelo Ministério da Economia, teletrabalho representa uma modalidade de trabalho em que o cumprimento da jornada regular pelo participante pode ser realizado fora das dependências físicas do órgão, em regime de execução parcial ou integral, de forma remota e com a utilização de recursos tecnológicos, para a execução de atividades que sejam passíveis de controle e que possuam metas, prazos e entregas previamente definidos e, ainda, que não configurem trabalho externo, dispensado do controle de frequência.

A implementação do Programa de Gestão no IFS representará uma mudança de cultura ao substituir controle de frequência por controle de produtividade, o que contribui para aprimorar a qualidade do serviço público.

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