Estudantes se destacam na Olimpíada Brasileira de Geopolítica
Ao todo, os participantes, que são do Campus Lagarto, garantiram 3 medalhas de ouro, 4 de prata, 7 de bronze e 10 menções de honra ao mérito para a instituição
Se em algum momento os temas ligados à geopolítica pareceram distantes, o atual contexto global das relações entre países soberanos está mostrando que o assunto é muito mais próximo de nossa realidade do que imaginamos. Foi com essa consciência em vista que estudantes do Campus Lagarto resolveram testar seus conhecimentos na Olimpíada Brasileira de Geopolítica (OBGP), que aconteceu em 01 de abril. O resultado não poderia ter sido mais expressivo: 3 medalhas de ouro, 4 de prata, 7 de bronze e 10 menções de honra ao mérito.
Aberta a participantes de diversas séries educacionais, a OBGP é uma competição do conhecimento que desafia estudantes a pesquisarem e compreenderem as complexas relações entre os estados-nação do mundo. São abordados temas como fatores geográficos, políticos, econômicos e culturais que influenciam as decisões e os eventos globais, desde conflitos e alianças até aspectos de comércio e meio ambiente.
Ao todo, participaram cerca de 60 alunos dos diversos cursos do campus, dos quais 14 obtiveram posições de destaque. Ainda que vultoso, o
resultado chama a atenção principalmente pelo simples interesse dos discentes em participarem da competição, já que ela possui teor extracurricular. Coordenador da preparação para olimpíadas do conhecimento no Campus Lagarto, o professor Joni Fontella afirma que estimula os alunos a participarem das competições justamente por isso: para que eles saiam do contexto escolar e, ao mesmo tempo, continuem a busca pela construção do conhecimento. “Ao testarem seus conhecimentos em nível nacional, os alunos têm acesso a uma espécie de diagnóstico do nível atual de aprendizado em que se encontra, por meio do qual podem identificar lacunas e potencialidades”, salientou o professor.
Foi, inclusive, esse um dos pontos positivos extraídos por Anna Júlia Doria, aluna do curso integrado em Redes de Computadores que foi uma das três medalhistas de ouro do campus na OBGP. “Essa participação impacta diretamente minha vida acadêmica ao melhorar minha capacidade de análise e interpretação de texto”, pontuou a estudante. Ela fala que inicialmente
tinha o propósito de apenas testar os conhecimentos, mas, ao final do processo, percebeu o quanto os temas da olimpíada são relevantes para a vida cotidiana das pessoas. “A experiência da participação mudou um pouco minha visão de mundo, pois me fez perceber que tudo o que acontece lá fora tem uma explicação histórica e geográfica e influencia diretamente a nossa sociedade”, frisou Anna Júlia.
A preparação dos alunos, explica o professor Joni, se deu de forma autônoma e direcionada, por meio dos recursos oficiais da competição. Foram aulas preparatórias disponibilizadas pela instituição organizadora da olimpíada e consultas a provas anteriores e seus respectivos gabaritos. “Para alunos do ensino técnico, conhecer sobre geopolítica é fundamental para que eles estejam por dentro dos movimentos do mercado global e das decisões internacionais”, asseverou Joni, já anunciando as próximas olimpíadas em vista: Matemática Financeira, Língua Inglesa e Biologia.
Sobre a olimpíada
Promovida pelo grupo Seleta Educação - uma iniciativa de empreendedorismo social que atua sem apoio ou patrocínio governamental e visa à contribuição para a educação brasileira -, a Olimpíada Brasileira de Geopolítica tem como objetivo principal promover a compreensão crítica das dinâmicas geopolíticas globais. A aplicação da prova se dá de forma virtual, com duração de duas horas, e expõe os estudantes a questões amplas, instrumentadas com gráficos, vídeos e estatísticos dos diversos setores da sociedade. Para a preparação dos participantes, além de aulas e provas anteriores, o Seleta Educação disponibilizou uma bibliografia comentada, a partir da qual os estudantes puderam ter contato com material teórico sobre diversos temas da geopolítica.


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