Campus Lagarto conquista medalhas na Olimpíada Sergipana de Química
Gabrielly dos Santos e Victor Lima conquistaram prata e bronze, respectivamente, e estão classificados para a Olimpíada Brasileira de Química.
No dia 30 de setembro, no auditório da Didática 7 da Universidade Federal de Sergipe, dois estudantes do IFS - Campus Lagarto conquistaram medalhas na XIX edição da Olimpíada Sergipana de Química (OSEQUIM). Gabrielly dos Santos, do 2º ano Integrado em Edificações, recebeu medalha de prata, enquanto Victor Lima, do 3º ano Integrado em Redes de Computadores, conquistou o bronze. O resultado também garantiu aos dois alunos vagas na Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), além de ter classificado Gabrielly também para a Olimpíada Norte-Nordeste de Química (ONNeQ).
O campus inscreveu 120 alunos na competição, que foi organizada pelos departamentos de Química da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em parceria com o Programa Nacional de Olimpíadas de Química. A disputa foi realizada em duas etapas e contou com a preparação dos estudantes por meio de simulados e atividades complementares ao ensino regular.
A orientação ficou a cargo dos professores Luís Fabrício Santos e Karine Moura, que desenvolveram dois projetos de ensino como forma de preparação dos estudantes para a competição científica. Um dos projetos, coordenado pelo professor Luís Fabrício, trabalha com metodologias ativas no ensino-aprendizagem de Química. O segundo, coordenado pela professora Karine, é direcionado à preparação de meninas para olimpíadas científicas, com o propósito de incentivar a participação feminina nas ciências.
Gabrielly dos Santos destaca que os projetos de ensino tiveram um papel fundamental na preparação para a olimpíada. Não apenas pelo direcionamento específico para a competição, mas também porque estavam previstos conteúdos que ela, estudante do 2º ano, ainda não havia estudado. “Como as provas foram divididas em categorias que comtemplavam as três séries do Ensino Médio, alguns assuntos não estavam presentes na ementa escolar de alguns estudantes até aqui. Essa dificuldade, porém, foi superada com os grupos de estudos dos projetos de ensino criados pelos professores Fabrício e Karine”, frisou a aluna.
Além dos grupos de estudos, que contemplaram resolução de questões de edições anteriores da olimpíada e aprofundamento dos conteúdos teóricos, as atividades dos projetos de ensino incluíram aulas experimentais. A iniciativa permitiu aos participantes ampliar os conhecimentos trabalhados em sala de aula e se familiarizar com as exigências da competição. Os estudantes também passaram por simulados com vistas a uma preparação muito próxima da realidade da olimpíada.
Para o professor Luís Fabrício Santos, a participação em olimpíadas científicas contribui para aproximar os estudantes da disciplina e questionar a percepção de que a química é uma área de difícil aprendizagem e assimilação. Segundo ele, o contato mais aprofundado com os conteúdos pode ajudar a superar essa visão e despertar o interesse não só por essa disciplina específica, mas pela ciência de um modo mais amplo.
O docente também destaca os impactos da conquista na trajetória dos estudantes e no incentivo aos demais alunos do campus. “Quando Gabrielly e Victor conquistam medalhas e avançam para outras etapas e olimpíadas, eles passam a ocupar espaços que talvez inicialmente não imaginassem ocupar. Isso fortalece a confiança, a autonomia intelectual e o interesse pelo conhecimento científico. Ao mesmo tempo, eles se tornam referência para outros estudantes do campus, mostrando que esses espaços também podem ser ocupados por eles”, afirmou.
Com a classificação para a Olimpíada Brasileira de Química, Gabrielly e Victor darão continuidade à participação em competições científicas. O resultado também evidencia o alcance das ações de preparação desenvolvidas no Campus Lagarto, que articulam o aprofundamento dos conteúdos, o incentivo à participação em competições do conhecimento e a ampliação do acesso dos estudantes às atividades científicas.
Gabrielly toca, ainda, em um ponto de relevância às vezes esquecida: a importância dessas certificações para o currículo do estudante. Não é a regra, mas também não é raridade, a existência de instituições de ensino superior que oferecem formas de ingresso ou oportunidades acadêmicas que consideram toda a trajetória formativa do estudante, na qual se inclui a participação e a premiação em olimpíadas do conhecimento. “Por isso, recomendo que outros estuantes aproveitem essas oportunidades, pois elas podem contribuir significativamente para sua formação acadêmica e abrir portas para novas conquistas”, finalizou.


Redes Sociais