Ações Neabi 2025
Ações NEABI 2025
Educação, diversidade, memória e valorização das relações étnico-raciais
Ao longo de 2025, o Instituto Federal de Sergipe (IFS), por meio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), ampliou e fortaleceu ações voltadas à promoção da igualdade étnico-racial, à valorização das identidades, culturas e saberes afro-brasileiros e indígenas e à construção de uma educação comprometida com a diversidade e os direitos humanos.
As ações desenvolvidas nos diferentes campi envolveram estudantes, servidores e comunidade externa em palestras, encontros formativos, rodas de conversa, atividades culturais, debates, oficinas e outras iniciativas de ensino, pesquisa e extensão. Em diferentes espaços, foram promovidas reflexões sobre racismo, letramento racial, história e cultura afro-brasileira e indígena, memória, identidade, resistência e valorização da diversidade.
Mais do que registrar atividades, este espaço busca dar visibilidade às iniciativas desenvolvidas pelo NEABI ao longo de 2025 e evidenciar a contribuição do Instituto Federal de Sergipe para uma educação antirracista, inclusiva e socialmente comprometida.
Confira, a seguir, as ações realizadas pelo NEABI em 2025.
Dia da Consciência Negra do IFS - Campus Propriá
Dia da Conciência Negra 2025 - Itinerários de Memória - Campus Lagarto
Oficina de Máscaras africanas: modelagem em argila - Campus Estância
2º Encontro do Ciclo Formativo "Letramento Racial" - Campus Lagarto
Novembro Negro no IFS: Consciência, Reparação e Ação nos 10 Campi de Sergipe
Mais do que uma data no calendário, o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, tornou-se um marco de reflexão e luta. No Instituto Federal de Sergipe (IFS), essa reflexão se expande por todo o mês, mobilizando seus 10 campi em uma programação intensa para o Novembro Negro. O objetivo é claro: resgatar, fortalecer e dar voz às discussões e reivindicações históricas dos povos de matriz africana, com um olhar especial para a realidade de Sergipe.
A mobilização não é apenas simbólica; ela se ancora em uma realidade social urgente. Segundo os dados mais recentes do Censo 2022 (IBGE), 74,4% da população sergipana se autodeclara negra (sendo 61,6% parda e 12,8% preta). O estado viu um aumento de 54,2% no número de pessoas que se identificam como pretas desde 2010, um sinal de uma crescente retomada da identidade.
No entanto, essa maioria populacional ainda enfrenta o abismo da desigualdade estrutural. Em Sergipe, o rendimento médio de uma pessoa branca é 61% maior do que o de uma pessoa preta. Esses números dão a dimensão da importância de eventos como o Novembro Negro, que transformam os espaços educacionais em centros de letramento racial e debate crítico.
Ações que Ecoam pelo Estado
Coordenadas em grande parte pelos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) de cada campus, as atividades do IFS buscam ir além das palestras, promovendo a cultura, a memória e o diálogo direto com a comunidade.
Embora cada campus tenha sua autonomia, a rede de ações é conectada. Veja o que está acontecendo em algumas unidades:
Campus Lagarto: Sob o tema "Ecos de Memória e Resistência: Vozes Negras que Transformam o Campus", a programação de 2025 inclui cine-debates sobre quilombos sergipanos, oficinas de máscaras africanas em argila e rodas de conversa com integrantes do Movimento Negro Unificado.
Campus Glória: No sertão, o projeto "Trançando Histórias: Cinema, Quilombo e Resistência" promove oficinas de tranças afro, samba de coco e um cine-debate. A ação fortalece os laços da academia com os saberes tradicionais, trazendo a comunidade do Quilombo Mocambo, de Porto da Folha, para dentro do instituto.
Demais Campi: De Aracaju a Propriá, passando por Estância, Itabaiana, São Cristóvão, Socorro, Poço Redondo e Tobias Barreto, a mobilização se multiplica. A programação geral inclui exposições artísticas, apresentações culturais e debates focados em temas como o combate ao racismo estrutural e a efetivação das leis de ensino da história e cultura afro-brasileira (Lei 10.639/03).
Ao espalhar o debate por todo o território sergipano, o IFS cumpre seu papel social de não apenas formar profissionais, mas cidadãos conscientes e agentes na construção de uma sociedade ativamente antirracista.






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